segunda-feira, 29 de março de 2010

Vocês não sabem nada...

Sinto como se não soubessem. Sinto como se estivessem surdos, mudos e cegos. Não me ouvem gritar que é essa a razão?Que é esse o sentido?Que é essa a espera? Não sabem que a vida só vale com isso? Que nada compra, nada paga..Pois não se troca, não se vende. MAS VOCÊS NÃO SABEM?
Creio que é meu dever alertar, é o amor!E só ele, que cura, que acalma, que acalenta, que ouve, que grita, que briga, que movimenta e que dá sentido! E de nada vale a vida sem alguém pra compartilhar. Olhar pro lado e saber que não está sozinho.
Dessas tantas formas de amor, dessas tantas fomas de amar..eu prefiro a nossa!
Amor de mãe é insuperável, mas não se conquista, se nasce com. Amor de amigo, como é bom ter alguém que não te entenda, mas que te apoie; que não concorde, mas te aconselhe. Amor de amor, a verdadeira espera, espera de quem te encaixe, de quem te faça sentido, de quem te enlouqueça. Sonho de todos, conquista de poucos.
Amor por amor são todos lindos, são todos válidos...
Mas parece que se esqueceram do que é, se esqueceram quanto vale.
Amor, amor, amor, amor, parece que o mundo deveria estar cheio dele, mas não vejo muito mais que brigas, que falsidade, que egoísmo, que rancor. Generalizações pra esconder que não sabe o que esperam. Não somos todos assim, amamos. Fomos feitos pra amar.
E ouço todos dizerem 'eu te amo', mas só quem já ouviu um 'eu te amo' com verdade sabe a intensidade quando se é real.
Surdos, cegos e mudos acordem da inércia, acordem da alienação...De nada vale a vida sem família pra ajudar, amigos pra comemorar e alguém pra compartilhar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

E eu achando que teria mais tempo pra vir postar aqui...

terça-feira, 9 de março de 2010

Melhor Lugar

'Se fosse por mim eu ficava, mas vê como tudo lá fora mudou?'

Existem momentos em que estamos tão adaptados a algum tipo de rotina que nem percebemos a beleza que ela tem, mas todo tempo é momento de recomeço e de fazer de novo! Muitas vezes ter TUDO novo...E é aí que percebemos quão felizes éramos, quão ingênuos e quão desvalorosos.
Recomeços exigem esforços, superações e muito ânimo pra ver beleza no presente. Penso que é uma tendência humana, nunca perceber a beleza do presente e a felicidade que isso propõe. Se por alguma razão estamos tristes buscamos nossas lembranças ou planejamos nosso futuro, assim tristemente não vemos o que nos cerca.
Mas depois nos damos conta de quantos sorrisos, brincadeiras, abraços, saudações...Coisas que pareciam simplesmente normais, foram perdidas no tempo! Lembranças, no presente tão amadas.

Das minhas partidas e chegadas, idas e vindas, fins e começos tento levar o melhor. Olhar pra trás e sentir falta sim de comer um peixe às sextas-feiras ou de alguma brincadeira sem graça...E tudo parece tão mais belo, vejo felicidade onde antes eu achava ver cansaço e frustração. Vejo sinceridade onde antes eu achava ver superficialidade.
É uma tendência humana e um presente da vida, que nos rouba o tempo o tempo todo e nos dá uma visão real do que foi nosso passado. Realidade que nossos olhos cegados pela busca do que estava no horizonte, distante, não nos permitia ver...
Sinto que esse presente é cada vez mais entendido por mim, sinto também que toda época triste nos traz um dia recordações boas, sinto que tantos defeitos e reclamações são frutos apenas da pequenez de nossa alma diante da grandeza e genialidade com que funciona o tempo.

Por isso não me arrependo das mudanças, não voltaria atrás nos erros, porque o presente nos mostra sempre o melhor do passado e nos permite querer coisas melhores pros futuro. E cabe a mim, apenas a mim, entender que o que eu vivo agora é o melhor que posso ter, que sou completa e feliz no momento em que estou...Mas por fim não entendendo nada disso, poderei sempre voltar ao que eu julgar melhor e relembrar dentro da minha mente que fui e serei eternamente feliz.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Da Sé a Barra Funda
Infinitas paisagens
Dentro do trem se vê,
tanta gente, brasilidade!

Mas é na Sé que percebemos
as diferenças na cidade
Brancos, pretos e vermelhos.
Mistura rica, a mais pura diversidade.

É assim que te digo, é assim que te escrevo
São Paulo: Variedade, imensidão.
Selva de cimento vertical,
Centro do mundo,
pro brasileiro com algum ideal.

Não é a cidade maravilhosa,
mas todas as maravilhas se confluem
pra esse mesmo lugar.


outra...

São tantos lugares,
milhares de esquinas,
são tantas histórias
cidade grande: fascina

Assim é São Paulo,
seu progresso e sua sina.
Pessoas diversas,
mil trajetórias: denomina


p.s: Tão aqui faz tempo!(:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ritmadas num dia sujo.

Ahh, como é difícil.
Abrir um sorriso,
não fazer sacrifício
e ter suas verdades.

Lidar com escolhas,
sair numa boa,
sem medo de errar.

Errar.
E lembrar, que você é humano,
que na medida que julga é julgado
poder levar a vida, esquecer do passado
Pra deixar ela melhor.

Acordar deprimido,
não falar sobre briga
nunca estar arrependido.

Sentir confiança, pra poder perder
Se reerguer da traição
e quando andar na contra-mão
saber voltar.

São esses os motivos da vida,
jeitos de curar ferida.
Rimar por brincadeira,
fazer séria essa bobeira!
Enfim, encosta teu barco em mim
Que o sol já se pôs
A sós, o mundo termina
Na fina fronteira dos nossos lençóis
Em nós, espalham-se os laços
Desfazem-se os nós


Um pouco de Jorge Vercilo, pra dizer que no final tá tudo bem...
Pra mim e pra você, tá tudo bem!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mas disso todos abriram mão...

Sentados no salão ainda cheio, ecoando gritos e com riscos de felicidade desmedida, a vida era aquilo, era isso, era sabe Deus o que mais...
Mais ela nunca havia sido igual e seus riscos eram verticais e vinham dos olhos, quase ninguém via, estavam ali sem a pretensão de se mostrar. Diferente das linhas horizontais verdes, vermelhas e azuis, às quais lhe davam uma profunda inveja.
Todos misturados pelos arredores, com cervejas e salgadinhos, em grupos e sozinhos. Partilhando uma alegria!
Ali, no canto de onde podia ver a todos analisava, se analisava e tentava descobrir a beleza e positividade naquela tristeza sem fim. Foi quando se deu conta que apertavam sua mão, dedos estavam entrelaçados aos dela e esses dedos a atrelavam num outro corpo todo, que era todo dela...Absorta em sua frustração tinha se esquecido que não estava em completa isolação, alguém não a abandonara, alguém segurara sua mão, alguém secara às lágrimas, alguém que não precisava de metáforas.
E naquele canto onde tudo e todos podiam se ver, ela já não via nada, não havia mais nada, além daquelas duas almas acorrentadas (à que ela pertencia e que era dona, também). Agora não existiam mais riscos, só lembranças de rabiscos horizontais ou verticais, coloridos ou transparentes. De um tempo agora tão distante, que representara arrependimento e agora era saudade, sem dores...
Já de volta ela lembrou do mundo que não havia realmente desaparecido, estavam todos ali. Gritos e riscos, tudo tão irrelevante. Um sorriso surgiu no canto de sua boca, sabendo que ela tinha algo que nenhum rabiscado ali possuía e não se atreveu a partilhar...