sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Ele havia amanhecido diferente, não sabia bem o porque, mas aquelas palavras ainda ecoavam em sua mente, como se ela houvesse as acabado de pronunciar. Era o que ele tentava, não dar mais tantas voltas, apenas não entendia ainda o desejo dela de que ele fizesse isto. Ele havia decidido seria o voltar, havia cansado de fugir de tudo e todos, e a sua expressão ao chama-lo de covarde, como se aquilo fosse doer mais nela do que nele. Essas eram as únicas coisas na cabeça dele.

Ela já havia amadurecido e o deixado para trás, era outra, ele apenas não conseguia enxergar isso ainda, seria doloroso demais, após tanto tempo se separar de algo que você julgava ser seu é realmente difícil e ele aprendia isso da maneira mais doída. Tentar lutar contra seria pior, o melhor seria deixar pra lá. Ela estava ótima, se sentindo culpada, mas ótima. Completa da maneira que nunca chou que iria conseguir, já não se achava uma anormal, nem mesmo achava estranho seus sentimentos. E já se dera conta que em breve ele esqueceria toda essa história, seguiria em frente. O que era reconfortante!

(Em breve estariam juntos, fisicamente pelo menos...)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

De todas minhas facetas não sei bem qual escolher, sinto que ao tentar colocar todas juntas me torno algo totalmente incompreensível. Me divido em várias portanto, e caio em minha pior contradição, sou falsa ou normal?
É como se tornassem cada vez mais frequentes a mistura de tantas personas e por isso me tornei um alguém confuso, parece que todos se afastam pra não entender minhas contradições, mas não quero fazer sentido, isso não me basta quero mais..
Apenas quero mais, quero dentro de mim todas as formas desse mundo e quero que elas vivam em harmonia!Quero o diferente e apenas o diferente..

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

'Oh maldita geração!'

Em mais uma de minhas crises existenciais me peguei pensando nessa nossa geração, oh maldita geração!Que não tem sonhos, nem ideais, não tem líderes, não tem heróis e não tem objetivos.. Alguns diriam que somos nós filhos da revolução, outros diriam que somos filhos da geração coca-cola, não sei ao certo e acho díficil de definir, talvez um meio termo!

O grande problema não é o fato de que minha geração não seja idealista como a de meus avós, ou que não seja inteligente como a de meus pais, o problema é que estamos felizes com essa situação. Sinto que passamos pela vida e não fazemos nada por ela, não temos responsabilidades, problemas, não temos nada. E isso não parece incomodar ninguém, nossa alienação e nossa falta de vontade de sair dela!
Não é possível que nosso ícone seja uma cantora careca e maluca, nem que nosso filme preferida seja sobre patricinhas malvadas, me parece tão pouco.
É triste saber que só temos uma chance de fazer história no ano de 2008 e que ela está escorrendo por nossos dedos sem nem termos tempo para perceber!

Este texto tem que ser feito em 3ª pessoa do plural porque seria muito fácil falar sobre isso como se não fizesse parte, mas isso sou eu, todos meus amigos e os adolescentes que não conheço.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

'Quem sabe faz a hora, não espera...'

Hoje meu professor passou um vídeo sobre Ditadura Militar, um tema que interessa a grande maioria, e comigo não é diferente. Ao chegar em casa pra minha surpresa minha mãe assistia um vídeo de seus alunos sobre a ditadura e a música que tinha sido escolhida como tema do trabalho era Pra não dizer que não falei das flores, acho q todos conhecem e gostam dessa música, uma coisa que me tocou muito era que eles tinham dado uma nova roupagem pra música e a cantavam numa versão acústica. Essa música sempre me deixou arrepiada, desde a 1ª vez que a ouvi há uns 3 anos atrás, mas ouvir adolescentes mais novos que eu cantando lindamente ela me deixou mais emocionada ainda...

Sempre achei estranho o poder que ela tinha de me tocar, sempre senti que o autor falava comigo, como se estivessemos frente a frente. Dessa vez não senti isso, talvez pela distância que estou de mim mesma, talvez por isso não tenha podido sentir o autor falando comigo, mas o que senti foi uma separação tão intensa dessa música, que me obrigou a pensar nas coisas que nunca havia pensado...

Esse foi possivelmente o melhor trabalho de Geraldo Vandré, acho que nunca uma música tocou tantas almas, se consegue me tocar tão profundamente tantos anos depois, eu imagino como foi para as pessoas que viveram de fato essa luta, aqueles que morreram por seus ideais...Me fez pensar quão bonito é isso, ter um ideal e lutar por ele até o fim! E me pareceu bonito demais, o suficiente pra me fazer pensar que não é possível que tenha acabado ali, no momento em que a vida teve um fim. É pouco demais, precisa ter algo além, não é possível entende?Alguém que dá a vida por uma causa sem saber o que vem depois, sem saber se vem algo depois...

Acreditei em Deus hoje, mas do que nunca...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Devolva-me.

Aonde eu fui parar?Não sei bem quem sou, não lembro quem fui e tenho medo do que vou me tornar..
Se é dificil perder-se porque me sinto tão distante?Uma verdade inventada não me basta mais, não quero mais os sonhos de uma criança sem medos, nem pensamentos de uma adolescente inconsequente. Quero ser algo que não sei bem, mas sei que não é isso que estou me tornando. Dizer que sou confusa seria duro demais, digamos que estou confusa e esse meu estado não passa, me acompanha a dias, a meses e nada faço para me livrar dele. Talvez seja cômodo...
Já dizia o charlie brown 'nossas escolhas vão dizer pra onde iremos', e é aí que mora o perigo. Creio que descobri que não quero ir pra lugar nenhum, é díficil mover-me sema certeza de poder voltar...
Não quero mais mentiras, não quero mais sonhos, quero a vida e quero agora.

sábado, 20 de setembro de 2008

EU

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, pela louca contida vontade de gritar! Se estou bem?Pergunta sem resposta, nenhum problema que tenho me parece preocupante, a não ser pelo medo de que as coisas que sinto agora, se tornem constantes.

Pra você, por você..

'Então vá se perder, tudo que eu disse eu mentia..teus pés aonde irão sem mim!'

Não sei quando aconteceu, mas ao me dar conta disso percebo que tenho que partir, e abandonar-te, meu amor!Sei que sou exatamente aquilo que me permitiu ser, mas hoje preciso me desvencilhar de você para ser feliz. Essa dúvida e essas incertezas que tem me cercado nos últimos meses me dão os mais alegres momentos, mas me proporcionam as mais profundas feridas. Esperamos tanto pra sermos dois, que não vimos quando a oportunidade chegou e a perdemos. Ainda posso aguentar, mas quando eu não mais puder, o que farei?
Me critique, diga que sou fraca e que parto sem motivos, mas ambos sabemos o motivo. Estive segurando suas mãos por todo esse tempo, caminhamos juntos todos os dias dificeis, mas não conseguimos perceber quando aquilo que já havia se tornado instavel se transformou novamente para entrar em declínio. Somos duas ex-metades que já não podem ser somadas, sendo assim não somos mais um inteiro, somos apenas um pedaço de algo mágico que se perdeu!
Por tanto tempo agradecemos por ter o instavel, mas sei que você sabe que quando perdeu- se o diferente, perdeu-se tudo! Já não somos nada do que fomos e nem podemos tornar a ser, meus pensamentos sempre trarão reflexos nos nossos dias..
Sei que se algum dia ler isso saberá que é pra você e entenderá como te amo, vai perceber que sem palavras e sem gestos fomos amantes. Esse segredo será sempre de nós dois..

'..me diz como fugir do que levamos por dentro?!'